• Interlúdio

                A notícia triste veio na manhã daquele sábado ao mundo. O Imperador Kamino havia falecido naquela manhã vítima de um câncer terminal aos seus setenta e um anos de idade deixando o trono duplo vazio pela primeira vez em décadas desde que assumira aos vinte e um. Cinquenta longos anos presidindo as regiões de Kanto e Johto, cinquenta anos ao lado de uma viúva que agora estava em luto e junto da Imperatriz as duas regiões choravam.

    O funeral foi organizado para aquela tarde, não havia espaço para enrolação com cerimônias longas e procissões, a viúva e a sua família queriam sepultar o falecido monarca na tarde daquele sábado, não queriam esperar, isso seria prolongar o sofrimento da família imperial. A mídia estava presente no cemitério imperial em Celadon e documentou o evento para Kanto, Johto e para o mundo, tinha sido um sábado triste para todos, os presentes e os que assistiam pela TV ou internet ou até mesmo aqueles que ouviam pelo rádio a pesarosa voz da DJ Mary da estação de Goldenrod.

    Para Masako e seu irmão gêmeo Tenma tinha sido chocante ver o tio-avô partir, os médicos haviam dito que ele estava melhorando, mas talvez estivessem enganados a respeito da saúde do monarca que havia sofrido horrores com aquele câncer intestinal e por consequência com a quimioterapia. A doença piorara e levou a vida de Kamino e agora a Agência Imperial estava como Fearows em cima dos irmãos, pois um deles seria coroado com a morte de seu tio-avô, mas no momento eles só queriam processar o luto sentido antes de um deles assumir a coroa dali há um mês e meio como ditava a tradição e Masako esperava que este peso não recaísse sobre ela quando a hora chegasse.

    Não leve a mal, não que ela não quisesse ser imperatriz, ela havia sido treinada a vida toda para este momento, seu irmão também, os dois estavam na linha de sucessão desde que seu ramo familiar fora favorecido pelo Imperador assim que nasceram. A Agência sempre tinha dúvidas de quem deveria herdar a coroa caso Kamino abdicasse ou viesse a falecer, muitos sussurravam que seria Tenma já que sempre homens que eram coroados imperadores enquanto as imperatrizes eram sempre as consortes, salvo pequenas exceções, e nunca governavam, mas os tempos eram outros e a sociedade de Kanto e Johto tentava ser progressista e muitos desejavam depois de quinhentos anos ver uma mulher novamente no trono e isso deixava a menina nervosa.

    No voo de volta para Goldenrod ela estava nervosa e acima de tudo triste, seu tio-avô tinha sido próximo dela e do irmão, agora ela precisava se preparar para receber o fardo que seu tio carregou por toda sua vida, ela só tinha dezesseis e estava longe de completar dezessete e isso deixava ela mais assustada, ela nem havia terminado o ensino médio e muito menos pensado em entrar numa universidade e cursar ciência política como queria.

    Seus pais não estavam com eles no avião, apenas alguém da segurança, uma mulher de cabelos curtos, que estava acompanhando eles de volta ao Pequeno Palácio, enquanto os adultos estariam em Kanto confortando a tia-avó Kanae que agora adotava o título de Imperatriz Viúva chorava a perda de seu companheiro de uma vida toda.

    — Irmã — disse Tenma com a voz sonolenta, já era tarde da noite, eles chegariam por volta da meia-noite, o irmão assim como ela ainda usavam o kimono branco. — Vai tudo ficar bem, okay?

    Ela tentou sorrir, mas não conseguiu, mas as palavras do irmão acalentaram seu coração e acalmaram ele um pouco. A pessoa que estava na poltrona da frente vigiando os irmãos imperiais fizera o papel de sorrir por Masako, mas seu sorriso parecia saído de um filme de terror, de um assassino prestes a dar o golpe fatal, mas talvez a mente atormentada pelo luto da princesa estivesse imaginando coisas sobre a pessoa que guardava eles no momento, o único membro da equipe de segurança que acompanhava-os no trajeto de volta para casa.

    A segurança que os acompanhava tinha cabelos escuros que caíam sobre uma das bochechas, os olhos amendoados eram dourados, ela usava uma camisa social cinza escura com um colete preto e luvas da mesma cor feitas de couro sintético, ela estava trajada de um jeito formal como qualquer outro membro do corpo de segurança que servia a família imperial, parecia que tinha saído de um filme de terror e o jeito que se portava parecia tão antiprofissional para os seguranças sérios com quem ela havia convivido a vida toda.



    Tudo vai ficar bem, pensou nas palavras de seu irmão que já havia caído no sono ao seu lado. Tudo vai ficar bem. E ela voltou sua atenção para a pessoa que havia pego uma revista para ler enquanto o avião não tocava o chão.

    Masako concentrou-se em ficar bem enquanto ainda estava nos céus e longe de casa pelas próximas horas.


    [***]


    Era meia-noite e quinze quando pousaram, o aeroporto internacional de Goldenrod parecia movimentado como em qualquer outro dia, uma limousine açafrão, diferente da preta usual, esperava os irmãos e quem acompanhava-os.

    O chauffeur também não era o rotineiro, era um homem em seus vinte e poucos com um quepe preto e uniforme branco, havia um lírio na sua lapela, seus olhos eram de um azul intenso brilhando mesmo naquela noite. Estranho era a única palavra que vinha na mente de Masako.

    — Vamos, Altezas, entrem no carro — disse ela, sua voz era melíflua, parecia a voz de alguém que poderia ser tanto tenor quanto soprano numa ópera. — Vamos levá-los imediatamente.

    — Para casa? — perguntou Tenma esfregando o olho direito com a manga do kimono.

    — Sim, casa… — disse o motorista, sua voz era rouca como se respirasse veneno e não ar. — Os levaremos ao Pequeno Palácio, devem estar abaladíssimos.

    — Severamente abalados, nada como uma noite de sono depois de uma cerimônia tão fúnebre como esta — a segurança sorriu estranhamente como no avião, o sorriso dela dava calafrios em Masako que recuou alguns passos para trás.

    A porta traseira fora aberta e Tenma sem questionar entrou e receosa a nobre entrou no veículo e assim logo atrás sua segurança entrou e sentou-se no meio entre os irmãos.

    O interior do veículo era completamente diferente, era escuro, mais escuro que lá fora, ela mal conseguia ver nada ali dentro a não ser a brancura do kimono dela e do irmão, parecia que o insulfilm das janelas e do teto solar deixava tudo mais no profundo breu, parecia que nas sombras escondia-se mais alguém além dos três e isso deixou a garota mais tensa do que estava.

    — Está bem, minha querida? — perguntou sua segurança, os olhos dourados dela brilhavam naquele negrume e ela engoliu em seco e murmurou um “sim”. — Logo estaremos em casa, fique calma, seus aposentos estão sendo preparados agora, durma um pouco, durma meu anjinho, logo chegaremos.

    E a menina sentiu seus olhos pesarem, no carro ela sentia um cheiro estranho antes de fechar os olhos e adormecer de vez ela apenas viu a segurança em meio ao pretume tapar a face com seu colete como se o ar dentro do carro fosse um miasma tóxico de se respirar e após isso ela entrou na terra dos sonhos conforme a limousine saía do aeroporto.


    [***]


    Ela acordou grogue, será que eles haviam chegado?

    Ela se esforçou para ver além do insulfim da janela, podia ver placas e a longa autoestrada. Espera, autoestrada? Eles estavam na rodovia, não tinha como estarem na estrada fora de Goldenrod, não era preciso pegá-la para chegar ao Pequeno Palácio, isso estava estranho, muito estranho.

    — Teve bons sonhos, princesa? — perguntou, seus olhos sendo a única coisa visível na escuridão — Achei que os efeitos dos esporos do Parasect durariam mais, mas me parece que estive enganada.

    — Parasect? Esporos? — indagou ela desafivelando o cinto de segurança e se achegando da porta mas ela estava trancada, Masako sentiu a mão enluvada tocar a manga de seu kimono. — Para onde estão nos levando?

    — Irá gostar querida — disse. — Os planos mudaram, doce de coco, ela esperou por tempo demais, é hora das mudanças acontecerem.

    Ela? — indagou Masako. — Quem é ela?

    Risadas ecoaram pelo carro, duas risadas, a do motorista a frente e a da segurança, ela tentou desvencilhar do aperto, mas era forte, com a outra mão ela puxou um dos fios soltos do alto do ombro e desfez a costura abrindo um buraco que permitiu na hora ela soltar-se de quem estava mantendo-a cativa e com alguma forma conseguiu empurrar a porta e abrir a todo custo, resultando  com ela caindo na estrada e rolando pelo asfalto ralando seu braço enquanto tentava proteger seu corpo.

    Masako correu para a mata na beira da estrada, havia uma rota abaixo, se ela estivesse certa era a Rota 36 que levava para Ecruteak e Violet. Às cegas correu pelas árvores sinuosas e descartou a parte superior de seu quimono e atirando seu PokéGear longe e de sua carteira jogou seus documentos e o cartão de crédito fora, ela temia estar sendo rastreada ou pior, ser encontrada por seus captores, e continuou até que seus pés doeram por causa dos chinelos de madeira que descartou no caminho.

    Não havia sinal de seus captores, mas ela continuou correndo entre as árvores até chegar a uma estrada de terra escura e continuar andando sem rumo tendo como a única luz as estrelas e uma lua minguante como um sorriso amarelo no céu nublado de verão. Ela já estava sem fôlego para correr, apenas andou até encontrar um bifurcação, uma indo para norte e outra a leste, ela decidiu pegar a direção leste, havia luz, isso queria dizer que uma cidade estava próxima. Quase não havia ninguém nas ruas, salvo pequenas exceções.



    Mais alguns minutos e suas suposições estavam corretas, ela estava em uma cidade, mas não sabia qual, apenas andou pelas ruas escuras e frias até chegar em uma loja conveniência aberta vinte e quatro horas por dia. Ela estava maltrapilha e imunda e bastante suada depois de fugir como um Raticate, mas apenas inspirou profundamente e descalça e sujismunda entrou no estabelecimento e tentou manter a calma.

    Pelas gôndolas da loja ela pegou uma cestinha e colocou diversos itens lá: uma tesoura de cabelos, um uniforme escolar branco estilo marinheira de mangas curtas com a saia azul com meias cano alto brancas e sapatilhas pretas, lanches indo de doces a salgados, uma garrafa de chá oolong, Pokébolas por algum motivo, uma revista e o jornal daquele dia e uma mochila azul de couro e depois fora ao caixa que olhou-a de cima abaixo e dera de ombros e escaneara o código de barras de cada produto e por fim falara o valor:

    — Deu um total de 10.500 ienes, senhorita — disse o homem e Masako abriu a carteira e puxou as notas cinzentas que estampavam o rosto do tio-avô falecido entregando a ele. — Você me parece com alguém, sabia?

    Tentando não demonstrar nervosismo ela apenas sorriu e respondeu ao caixa:

    — É mesmo, quem?

    — A princesa imperial, vocês são parecidas.

    — Já me disseram muito isso — mentiu ela. — Até fazemos aniversário no mesmo dia.

    — Que coincidência — riu o vendedor. — Qual o seu nome, mocinha?

    Ela engoliu em seco e olhou para trás analisando as marcas dos produtos, ela precisava de uma nova identidade, em seguida olhou para a capa de revista e juntando as inspirações repentinas respondeu:

    — Tomoki Harada — mentiu outra vez. — Onde é o banheiro?

    O vendedor apontou para três portas, uma azul, outra vermelha e uma amarela, eram os banheiros, um para os homens e outro para mulheres, a terceira porta era um depósito onde eram guardados os objetos de limpeza.

    Ela em reverência agradeceu e seguiu com seus itens até lá e assim que entrou encarou sua face cansada no espelho e retirou o grampo que prendia seu cabelo no penteado que horas atrás estava arrumado e perfeito, mas agora parecia um ninho de Skarmory.

    Seus longos cabelos negro caíram como uma cascata sobre seu ombro esquerdo e assim que desembalou a tesoura pegou as pontas e fez como nos vídeos e cortou as pontas que caíam suavemente como as pétalas de uma ameixeira sobre o granito da pia. Em poucos minutos seus cabelos já estavam curtos e ela partiu para a franja, ao fim de tudo seu rosto estava oval, ela parecia outra pessoa. Aquela não era mais Masako, a Princesa Imperial, mas sim Tomoki Harada, uma total desconhecida.


    by: Sabata Yuki (link)

    Ela limpou os chumaços de cabelo da pia e os descartou na lixeira ao seu lado e em seguida trocou-se ali mesmo, descartando seu kimono sujo e desgastado e o jogando na lixeira também. Masako, não, Tomoki, vestiu o uniforme escolar e no fim deu o nó no colarinho de marinheiro do uniforme e pronto, uma nova identidade.

    — Você agora é Tomoki Harada — disse para si mesma. — Você tem quase dezessete anos, é de Goldenrod e vai ser uma treinadora — ela olhou para o pacote de Pokébolas ao seu lado, ela precisava capturar Pokémon caso quisesse ser uma e também precisaria de uma carteirinha de treinador também, precisava manter a identidade nova. — Onde que eu irei conseguir um Pokémon? Deixe de ser burra, você não conseguiria se virar contra eles… Ai, Tenma, onde você está? Será que está bem?

    Preocupação atingiu seu coração como uma flecha, seu gêmeo estava em perigo e ela não sabia o que fazer, ela mordeu o lábio, tentou não pensar nisso ou choraria, aquelas pessoas horríveis tinham seu irmão e se ela não tivesse escapado também teriam ela também. Papai e mamãe dariam sua falta e de seu irmão, será que aqueles vilões também tinham pego eles? Ela tentou não pensar nada de ruim, apenas colocou o resto das coisas na mochila que pegara e respirou profundamente voltando ao interior da loja.

    O vendedor não estava em nenhum lugar que pudesse ser visto, talvez tivesse saído para fumar, a garota cansada saiu a loja e continuou rumando por uma Violet que estava adormecida, as luzes amarelas dos postes, a grande torre vigiando a cidade e enfim o prédio vermelho do Centro Pokémon, aquele seria um local seguro, onde estaria protegida e onde ninguém saberia quem ela era.

    Agora ela era Tomoki Harada, qualquer sinal de sua vida como uma princesa era inexistente, ela seria apenas uma menina comum e ela podia muito bem inventar quem ela era, tinha essa liberdade poética.

    — Tenma, eu vou atrás de você, eu juro por Ho-Oh.

  • Capítulo XV - O Sutil Acontece

                Fazia quatro ou cinco horas que Marvin estava em chamada com sua prima e os inúmeros amigos dela e eles estavam assistindo um filme, um com a Diantha e outro ator que ele não lembrava o nome chamado Sootopolitan Holiday que havia sido gravado na cidade de Sootopolis na região de Hoenn.

  • Capítulo XIV - Florescer na Adversidade




    Natasha tinha certeza que Silver era no fundo uma pessoa boa, mas sua percepção dele através do que fora dito por Lyra fez a garota de Cianwood repensar sobre o ruivo dos olhos enigmáticos, ela sentia que no fundo havia algo de bom nele, bem no fundo, era isso que sua professora havia te ensinado: que até nos poços mais profundos e escuros havia um pouco de luz.
    Ela havia olhado Lyra se preparar para a batalha naquela manhã, alongando-se, ela tinha tirado parte do dia de ontem depois de descansar e melhorar um bocado das terríveis cólicas que sentia para treinar seus Pokémon, ela estava confiante de que Silver seria derrotado, mas Natasha ainda estava incerta tanto sobre a amiga tanto quanto o garoto ruivo, ela estava em dúvida sobre quem venceria.
    Suas mães sempre a diziam para quando estivesse em dúvida sobre dois lados pedia para que escolhesse aquele que seu coração julgasse certo, mas seu coração também estava em dúvida, deveria ela apoiar a amiga ou o rapaz que ela nem conhecia direito. Mainha e Mamis estariam desapontadas com ela por isso, por não saber escolher entre dois lados tão opostos quanto Yin e Yang, mas que de algum modo parecia idênticos, algo na impulsividade de ambos pelo que a menina havia observado.
  • Capítulo XIII - O Fogo Testa o Ouro


    A Fábrica de Batalha não era como PJ pensava, ele esperava uma fábrica de verdade com chaminés soprando fumaça negra, muros de alvenaria, uma entrada para veículos pesados e funcionários em capacetes e equipamento de segurança, mas o local era completamente diferente: era uma estrutura de aço e vidro que transluzia a luz da manhã, altos cedros ladeavam a construção e um cheiro notável de menta era possível notar no ar.


    Uma mulher de jaleco, cabelos loiros em cachos, óculos de segurança e com uma prancheta em mãos esperava o desafiante da fronteira, seu rosto desprovido de emoção e os olhos analíticos observando PJ que tentava não demonstrar nervosismo, seus amigos não puderam vir com ele. Lyra estava no Centro Pokémon com cólicas terríveis e pensando em treinar um pouco para a batalha contra o ruivo rude embora todos dissessem para que ela adiasse para quando tivesse melhor, mas a garota era teimosa e Aleks tinha de encontrar com seu coreógrafo e treinar passos de dança para sua apresentação junto da outra garota, a burguesa safada que o rapaz tinha um asco enorme, restando apenas Luca para acompanhá-lo e as primas Natasha e Kara.


  • Capítulo 3 - Ao Sabor Desta Brisa (Gym Gaiden: Vol. 1 - Falkner)



    Ele se viu num ardil ali na sua sala de estar, seu pai e sua namorada no seu sofá, Priscilla com a expressão de uma rainha guerreira pronta para fatiar Zachary no primeiro movimento errado, mas algo veio em sua mente, uma pergunta e ele então falou-a:

  • Capítulo XII - Ao Sabor do Vento



    Era inacreditável o relato de PJ sobre a Torre Brotinho, parecia coisa saída do livro que a menina de cabelos castanhos estava lendo. Ela estava pasma com o relato, mas feliz de que ele estava melhor, bem diferente do menino do dia anterior que estava num ataque de ansiedade devido ao nervosismo pré-batalha. Lyra o compreendia, bem, um pouquinho, já que ela teria sua primeira batalha de ginásio hoje.

    No momento em que seu amigo estava fora ela tinha aproveitado para ir ao ginásio, ela havia agendado sua batalha e o único dia disponível naquela semana era justo hoje e ela tentava manter-se calma e não surtar, mas seu corpo estava fazendo isso por ela. Justo naquele dia, justo quando tinha uma batalha importante pela qual treinou tanto e tinha acontecido. Ela tentava se manter calma, não era seu ciclo que atrapalharia um dia tão importante para ela enquanto treinadora.

  • Capítulo X - Uma Estrela que Ascende

    Josiah havia despedido-se do grupo pela manhã logo após o café, de acordo com suas próprias palavras ele precisava ver as perenes cerejeiras de Cherrygrove e os penhascos brancos que despencavam em direção ao calmo mar.

    — A gente se encontra por aí — dissera o garoto de olhos amarelos. — E sem mais perder em cavernas, viu dona Lyra?

    A garota riu.

    — Pode deixar — disse ela. — Até a próxima, quando nos reencontrarmos quero batalhar contra você.

    — Okay, pode deixar — disse ele. — Tchau galera, a gente se vê por aí.

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