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NOVA POSTAGEM !


Olá, leitores! Como estão?

Faz bastante tempo desde que fiz uma dessas para o blog, não é? Achei que essas newsletters seriam mais frequentes, mas aparentemente não foi bem assim. Acabei esquecendo delas em alguma gaveta que, a esta altura, provavelmente já está cheia de traças.

Enfim, estou de volta com algumas notícias sobre a fanfic!


Uma atualização sobre a história


Venho informar que o Arco IV — Rota 32 está finalizado e atualmente passa por uma última revisão. Entretanto, ele ainda não será publicado por enquanto.

Enquanto isso, o Arco V — Azalea já está sendo escrito. E, antes que ele avance demais, algumas partes dos arcos anteriores — principalmente o Arco I — Introdução — passarão por um breve pente-fino.

Isso significa que alguns retcons e alterações precisarão ser feitos.

Em uma história que já caminha rumo aos quarenta capítulos, acho natural que algumas coisas precisem ser revistas. Conforme a trama cresce, novos personagens aparecem, novas informações sobre o mundo são estabelecidas e o lore se torna cada vez mais complexo, algumas decisões tomadas lá no começo deixam de funcionar tão bem quanto funcionavam quando foram escritas, mas podem ficar tranquilos: não se trata de uma grande reescrita da história, nem de mudanças que irão alterar significativamente o rumo da trama.

A maioria dos retcons será bastante discreta e terá como objetivo principal tornar a história mais coesa e agradável tanto para quem já acompanha Neo Johto há algum tempo quanto para aqueles que eventualmente chegarão depois e quiserem ler ou reler os capítulos anteriores.

Algumas alterações são necessárias justamente para evitar confusões e diminuir a necessidade de consultas constantes ao lore e à timeline da história. Isso também inclui algumas conexões com meus colegas autores da Neo Aliança, para que determinadas informações permaneçam consistentes não apenas dentro de Neo Johto, mas também com as histórias que compartilham esse universo.

Com o elenco de personagens crescendo e a história avançando, algumas mudanças acabam sendo inevitáveis para evitar contradições, furos de roteiro e informações que possam causar confusão mais adiante.

Por isso, já deixo aqui meu pedido de desculpas antecipado caso alguma coisa que vocês tenham lido no Arco I ou no Arco II não corresponda exatamente ao que encontrarem no Arco IV, no Arco V ou nos arcos posteriores. E, caso encontrem alguma dessas diferenças durante uma releitura, não se preocupem: provavelmente vocês acabaram de encontrar uma das pequenas mudanças feitas durante essa revisão. Afinal, Neo Johto também está crescendo junto comigo e com vocês também.


E o que vem por aí?


Além das mudanças na própria história, o blog também passará por uma pequena recauchutagem.

Algumas páginas receberão uma nova interface, incluindo a introdução de titles e namecards nos capítulos, além de alguns elementos mais interativos. Entre eles estarão páginas de Pokédex e mensagens de texto entre os personagens, tudo apresentado por meio de uma interface bonita, agradável e, principalmente, confortável para vocês, leitores, seja no computador ou em dispositivos móveis.

As páginas de personagens, extras e especiais também receberão essa nova interface. No entanto, tudo ainda está passando por testes para descobrir como esses elementos funcionarão no modelo final. Por isso, peço um pouco de paciência: são inúmeras páginas de capítulos, um elenco bastante grande de personagens e muito mais conteúdo para atualizar, então esse processo levará algum tempo.

E, falando em personagens, alguns deles também tiveram suas artes oficiais reformuladas. Dos protagonistas aos rivais, amigos, antagonistas e personagens secundários, boa parte deles já está com suas novas artes finalizadas e prontas para, eventualmente, ilustrar suas respectivas páginas.

Mas as novidades não terminam por aí. Alguns projetos derivados que estavam há bastante tempo engavetados finalmente começarão a ver a luz do dia, depois de muita, mas muita enrolação da minha parte.

Entre eles estão as Johtonian Anecdotes, uma série de pequenos volumes, cada um dedicado à história de um personagem importante da trama, como líderes de ginásio, membros da Elite dos Quatro e outros personagens que merecem um pouco mais de espaço para contar suas próprias histórias.

A série começa agora no segundo semestre de 2026, com o Volume I — Zefiro, centrado em Falkner, líder do Ginásio de Violet, e composto por cinco capítulos e um epílogo. Atualmente já com três capítulos já prontos.

E há outro especial que talvez também veja a luz do dia ainda neste segundo semestre, embora este seja um pouco diferente. Desta vez, não teremos os personagens humanos como protagonistas, mas sim os Pokémon que fazem parte da narrativa. E não será exatamente uma história convencional dentro de Neo Johto. Apresento a vocês G.S. Tanteidan.

O especial parte de uma espécie de twist sobre o universo da fanfic, combinando uma realidade alternativa à la Pokémon Mystery Dungeon, na qual não existem humanos e o mundo é habitado exclusivamente por Pokémon, com uma abordagem gijinka, semelhante à utilizada em outras obras derivativas da Neo Aliança e da Aliança Aventuras.

A história acompanha uma agência de detetives formada por alguns Pokémon que vocês já conhecem muito bem, entre eles, o Croconaw e o Meowth de Lyra, o Sneasel de Silver e o estoico Kutabe, o Absol apresentado no Arco III — Ruínas de Alph, dentre tantos outros.

Mas não esperem simplesmente ver os mesmos personagens em uma nova roupagem. G.S. Tanteidan terá uma identidade própria, brincando com seus personagens, suas personalidades e suas relações dentro desse universo alternativo. Então, se você gosta de histórias de detetive, já assistiu a Bungou Stray Dogs, Mystery Dungeon ou simplesmente gosta de ver os Pokémon favoritos de vocês envolvidos em situações completamente diferentes das que encontramos na história principal, este especial é um must.

Ele ainda está em produção, mas espero poder apresentá-lo a vocês muito em breve. E, depois de tanto tempo com projetos guardados na gaveta, talvez seja hora de finalmente começar a abrir essas gavetas uma por uma.


Neo Pokémon Johto até agora

Gosto de pensar que Neo Pokémon Johto não é exatamente uma fanfic de Pokémon, mas uma fanfic com Pokémon.

A diferença pode parecer pequena, mas para mim ela é importante. Neo Johto é uma história muito centrada em seus personagens humanos, a ponto de os elementos fantásticos que o universo de Pokémon oferece acabarem funcionando mais como parte do cenário e da construção do mundo do que como o foco principal da narrativa.

E, pensando bem, acho que isso acabou se tornando aquilo que eu idealizava para a primeira versão da história.

Depois do reboot, Neo Johto finalmente começou a tomar a forma que eu sempre quis para ela. A primeira versão tinha muitas das ideias que ainda existem hoje, mas precisava de tempo, experiência e, principalmente, muito polimento para se transformar na história que eu imaginava.

E oito protagonistas não são exatamente fáceis de administrar. Confesso.

Há momentos em que preciso simplesmente parar e pensar: será que consigo trabalhar adequadamente esse personagem neste arco? Será que ele precisa de mais espaço agora? Será que é melhor deixá-lo descansar um pouco e continuar seu arco pessoal mais adiante?

Quando você tem oito protagonistas, nem sempre é possível colocar todos sob os holofotes ao mesmo tempo.

E, depois de quase quarenta capítulos, o problema é que eu já me apeguei demais a esses adolescentes. Cheguei ao ponto em que já não consigo imaginar Neo Johto sem eles.

Lyra e Silver (ou Dante, para quem prefere chamá-lo pelo nome verdadeiro) continuam sendo os personagens centrais da história. Eles são as pedras angulares que movimentam boa parte da trama e, de certa maneira, funcionam como os dois grandes eixos sobre os quais a história se constrói.

Mas são seus companheiros de jornada que, muitas vezes, acabam conquistando nossos corações. E é justamente por isso que eles também precisam, de tempos em tempos, de seus próprios holofotes — como aconteceu recentemente com Ren.

Todos terão seu momento de brilhar. Só esperar o momento certo, todos terão seu espacinho sob os holofotes. Então, não pensem que, por termos um elenco tão grande, algum desses personagens será simplesmente deixado de lado ou que seus arcos pessoais serão esquecidos. Alguns terão mais espaço em determinados momentos; outros precisarão esperar um pouco mais. Mas todos eles têm uma história para contar.

No fim das contas, é isso que quero preservar.

Sem esses personagens e, principalmente, sem vocês que acompanham, leem e comentam a história, talvez Neo Johto em sua versão 2.0 jamais tivesse chegado até aqui.

E já estamos indo para Azalea. Isso significa que estamos chegando à metade da primeira temporada, que, por Ho-Oh, está ficando enorme e já está superando em muito o tamanho da primeira versão da história.

Quando comecei a reescrever Neo Johto, eu tinha uma ideia bastante diferente de onde a história chegaria. Algumas coisas permaneceram, outras mudaram completamente de forma e várias ideias que antes existiam apenas como pequenas notas acabaram crescendo até se tornarem partes importantes da trama.

E acho que isso é uma das coisas mais curiosas de acompanhar uma história enquanto ela ainda está sendo escrita: você sabe onde quer chegar, mas nem sempre sabe exatamente o tamanho que a estrada terá até lá. E Neo Johto está ficando bem maior do que eu esperava.

Já posso adiantar que, daqui para frente, a tendência é que a história fique ainda maior. Mais capítulos, mais personagens, mais histórias e, principalmente, mais espaço para que tudo aquilo que foi plantado até aqui possa finalmente florescer. Porque muita coisa que apareceu nos primeiros arcos não está ali por acaso. Algumas informações talvez tenham parecido pequenas. Alguns personagens podem ter parecido passageiros. Certas conversas talvez tenham soado como simples detalhes de caracterização. Determinados acontecimentos podem até ter parecido desconectados da trama principal, mas, conforme avançamos, algumas dessas sementes começarão a mostrar para que foram plantadas. A ideia é chegar ao final de Goldenrod com tudo preparado para uma segunda temporada que promete ser ainda maior.

Mas, antes disso, ainda temos uma longa jornada pela frente. Lyra e Silver ainda precisam conquistar suas segundas insígnias, em Azalea, e depois a terceira, na Capital Dourada, onde teremos o desfecho desta primeira temporada.

E não será apenas uma questão de conquistar insígnias. Azalea ainda guarda seus próprios problemas, seus próprios conflitos e suas próprias histórias. Depois dela, Goldenrod representará um salto ainda maior para a narrativa e, quando chegarmos ao final desse arco, muita coisa terá mudado.

A Equipe Rocket ainda está tramando algo grande e vocês não perdem por esperar. Mas eles não são os únicos, existem outros antagonistas movendo suas próprias peças, cada um com seus objetivos, seus interesses e seus planos. Alguns deles já conhecemos. Outros talvez ainda estejam apenas começando a mostrar suas verdadeiras intenções.

E existe algo particularmente divertido nisso tudo: há tanta coisa acontecendo nos bastidores que nem os próprios protagonistas sabem o que está acontecendo.

Enquanto Lyra, Silver, Ren, Pierce, Luca e os demais estão tentando lidar com seus próprios problemas, há acontecimentos muito maiores se desenrolando ao redor deles.

Informações estão sendo escondidas. Pessoas estão fazendo escolhas. Planos estão sendo colocados em movimento. E algumas dessas coisas inevitavelmente irão colidir com a jornada dos nossos protagonistas. Talvez essa seja uma das coisas que mais me empolgam daqui para frente: ver o momento em que histórias que pareciam separadas começam, finalmente, a se encontrar.

E isso nos leva aos personagens. Arcos de personagem se abrem e se fecham, como vimos agora nas Ruínas de Alph. Alguns conflitos chegam ao fim; outros deixam marcas que continuarão acompanhando os personagens mesmo depois que aquele arco terminar. Porque nem todo arco termina quando o capítulo termina, algumas coisas permanecem e  acho que chegamos justamente a um desses momentos.

Chegamos ao ponto de não retorno. A partir daqui, Neo Johto terá que se permitir ser uma história mais séria. Não significa abandonar o humor, a aventura ou aqueles momentos mais leves que fazem parte da identidade da história. Significa apenas que algumas coisas já não poderão ser tratadas da mesma maneira que eram no começo.

Os personagens estão crescendo. Eles estão conhecendo o mundo, descobrindo coisas sobre si mesmos e, principalmente, começando a compreender que suas escolhas têm consequências. E algumas decisões precisarão ser tomadas.

Decisões que talvez sejam certas para alguém e erradas para outra pessoa. Decisões que poderão aproximar personagens, afastá-los ou mudar completamente a maneira como eles enxergam uns aos outros.

Algumas dessas escolhas terão consequências imediatas. Outras talvez só revelem seu verdadeiro peso muito mais adiante e é justamente por isso que não quero prometer que tudo ficará bem, porque nem sempre ficará.

Arcos de história chegam ao fim enquanto outros começam. Personagens aparecem. Alguns permanecem. Outros, eventualmente, se despedem. Algumas coisas mudam, seja elas para o bem, seja elas para o mal. Outras permanecem conosco. E, enquanto tudo isso acontece, Lyra, Silver e seus companheiros continuarão seguindo em frente, uma cidade de cada vez, uma batalha de cada vez, uma descoberta de cada vez, até que, quando olharem para trás, percebam o quanto mudaram desde o dia em que essa jornada começou.

Ainda temos Azalea e a Floresta Ilex. Ainda temos Goldenrod, com seus prédios e arranha-céus, seus distritos, suas ruas e seus becos. Ainda temos muitos capítulos pela frente.

E, depois disso, uma segunda temporada inteira esperando por nós — uma temporada que, por enquanto, sequer sonha em nascer, mas para a qual eu já tenho esboços de personagens, ideias de arcos e planos para seus primeiros passos.

Assim é uma jornada, sabe? Temos uma ideia do que vem pela frente. Sabemos, mais ou menos, qual caminho queremos tomar pela estrada. Mas nunca sabemos quando haverá um desvio, um obstáculo ou uma bifurcação inesperada.

E acho que é justamente isso que torna tanto o exercício de escrever quanto o de ler uma história algo tão divertido. Você pode ter um mapa, mas ainda precisa percorrer a estrada, e, às vezes, a estrada acaba levando você para lugares que jamais imaginou conhecer. Talvez seja por isso que eu ainda goste tanto de escrever Neo Pokémon Johto depois de tantos capítulos, a história continua me surpreendendo.

Assim é Neo Pokémon Johto, uma história que é de Pokémon, mas não sobre Pokémon.

Uma história sobre pessoas, sobre suas relações, suas escolhas, seus medos, seus sonhos e suas jornadas e sobre o universo fantástico, belo e diverso que existe ao redor delas. Uma história que começou como uma ideia e que, com o tempo, cresceu para algo que eu já não consigo imaginar sem todos esses personagens, todas essas histórias e, claro, sem vocês que continuam acompanhando essa jornada comigo.

E é com essas palavras que me despeço de vocês nesta newsletter.

Obrigado por continuarem aqui. Nos vemos em Johto, a nossa próxima parada é na longa (e bota longa nisso) Rota 32.




Ren

Dimensão dos Unown

16 de maio, ano 30 (Era Tōitsu)


Quando Ren abriu os olhos depois do clarão ele apenas viu banquisas e mais banquisas de mnamita flutuando em meio ao éter e, entre eles, ele conseguiu ver rostos amigos. Luca estava ali, são e salvo, junto com Khoury que estava enfim solto das amarras. Cynthia também estava presente e havia Miri também perto dela. Ele ficou reconfortado em vê-los seguros e bem, mas ele também sentiu a raiva arder na garganta quando ele viu o corpo estático de Brandon jogado em algum canto longe e, acima de tudo, um elemento novo e estranho.

Um homem em robes régios erguia-se soberano flutuando, translúcido como luz atravessando um lençol. Os cabelos brancos e ondulados cascateavam as costas e, no topo da cabeça, havia um diadema feito de prata, mas com um formato um tanto peculiar como os ossos de uma mão humana em torno da circunferência do crânio. Ren já havia visto aquela pessoa antes, ao menos a sua múmia encarquilhada e ressecada estirada num sarcófago nas catacumbas de Alph. Era Alphaeus, o antigo rei dos Alph, a pessoa que causou o cataclisma em Sinjoh.


Ren

Dimensão dos Unown

Segunda-feira, 16 de maio, ano 30 (Era Tōitsu)


Navegar por aquela imensidão era pior do que nadar contra a correnteza do rio Cherrygrove, como fazia antes das competições de natação quando a mãe o obrigava a treinar até os músculos queimarem. Ainda assim, com a ajuda de Feebas, Ren conseguia mover-se entre os blocos iridescentes de cristal que flutuavam no éter.


Ren

Dimensão dos Unown

Segunda-feira, 16 de maio, ano 30 (Era Tōitsu)


Ren sentiu como se tivesse sete anos novamente, o frio da escada sob a pele, os joelhos encostados no peito, e as vozes abafadas que vinham da cozinha. Aquela era uma das noites em que ele desejava simplesmente desaparecer.


Khoury

Cidade Sagrada de Sinjoh

Segunda-feira, 16 de maio, ano 30 (Era Tōitsu)


Khoury havia nascido e crescido em uma fazenda de Swinub em Mahogany, uma pequena vila enclausurada entre duas cordilheiras de montanhas em Johto: a de Mortar e a de Blackthorn. Por conta da localização isolada entre as duas formações geográficas o clima de Mahogany era considerado alpino com uma temperatura que nunca passava dos dezesseis graus mesmo no verão. Isso não queria dizer que o garoto estava acostumado com o vento cortante dali das montanhas.


Lyra

Refeitório do Museu, Ruínas de Alph, Johto

Segunda-feira, 16 de maio,ano 30 (Era Tōitsu)


Como se não bastasse aquele dia ser mais longo do que o necessário, eles haviam ficado presos no museu enquanto o Prof. Hale e Dra. Wehrii procuravam por Luca, Ren e Khoury nas ruínas com a equipe de escavação. Lyra não queria ficar parada, ela queria ajudar, eram seus amigos que estavam presos naquele mundaréu de ruínas subterrâneas com aqueles Unown.


Luca

Sinjoh

Segunda-feira, 16 de maio, ano 30 (Era Tōitsu)


Nos reencontramos, filho da floresta.

Luca ficou emudecido ao ver a criatura a frente dele, erguendo-se em meio a algidez da neve que os cercava. Ele abraçou, por impulso, a encubadora e viu o Pokémon branco caminhar até ele com tanta leveza que a neve não afundava sob suas patas.

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De onde parou